Como é frequente, hoje vários delegados passaram pelo centro de saúde, para apresentar os seus medicamentos, deixando connosco os panfleto dos mesmos. Hoje, estava eu e um IAC a ver um dos panfletos e ele reparou que, numa página mostrava um gráfico de como a mortalidade com o x fármaco era inferior à sem o mesmo, em letras pequeninas, em baixo, lia-se a referência do estudo, de 1996. LOL! (o que são 21 anos no avanço da medicina!?)
A pessoa tenta olhar para o lado. Para isso, um olho olha para fora, com o par craniano VI, o outro olha para o nariz, com o III. O olho que olha para fora consegue fazê-lo, mas o outro olho não se mexe, e continua a olhar para frente. O olho que olhou pró sitio certo (olho que olhou...), fica com nistagmo, como que confuso por ver (pun intended) que o outro olho não se está a desviar. O olho confuso fica todo "Should I stay or should I go now? If I stay there will be trouble, If I go he will see double." (get it? Porque fica um olho a olhar pra cada lado?)
(...) Eu divirto-me a estudar...
Nota teórica: Já agora, estas pessoas conseguem fazer a convergência, porque nesse caso é o cortex que dá a ordem ao III par. O problema na oftalmoplegia internuclear não é o III par do olho que não mexeu, que ele é funcional, mas sim a comunicação entre o VI par e o III (quando se olha para um lado o cortex dá a informação ao VI par desse olho, que por sua vez passa a informação ao III do outro olho, é isto que tá afetado nestes casos")